Kodjo Afate Gnikou usou computadores, impressoras e scanners encontrados num lixão (e mais US$100) para fazer sua impressora 3D
Na cidade de Lomé, capital do país africano Togo, funciona um maker space – uma oficina de inovação e produção em que inventores e projetistas se reúnem para tornar reais as idéias que lhes vêm à cabeça. O produto mais recente do local, criado por Kodjo Afate Gnikou é uma impressora 3D feita com lixo eletrônico barato.
O protótipo foi construído com US$100. Ele se chama W.Afate e é uma réplica caseira da Prusal Mendel, uma impressora popular nos Estados Unidos e na Europa. Para fazê-la, Afate teve que comprar algumas peças novas, mas a maioria dos componentes vieram de computadores, impressoras e scanners encontrados nos lixões da cidade.
A África tem um enorme problema de lixo eletrônico. A cada mês, centenas de toneladas de computadores e equipamentos industriais descartados acabam nos lixões e peças boas que poderiam ser reaproveitadas se misturam com componentes e materiais tóxicos. A intenção de Afate é chamar a atenção para a produção exagerada e o mau reaproveitamento desses resíduos.
O vídeo abaixo, em inglês, conta um pouco mais sobre o invento.
Parabéns ao Kodjo Afate Gnikou, mostrando que as barreiras contra a iniciativa humana são construídas pelo próprio ser humano. Por mais que haja manipulação desencentivadora e restrições impostas pela cultura local, se o homem for determinado e tiver atitude vai superar e se superar também e servira de exemplo para muitos outros. Os políticos deveriam ter vergonha na cara e fazer e aprovar projetos a favor da inovação e da construção de maker space como essa. Maker Space – uma oficina de inovação e produção em que inventores e projetistas se reúnem para tornar reais as idéias que lhes vêm à cabeça. Isso sim, é troca de informações, conhecimentos e sabedoria verdadeiramente úteis e que geram inclusão social e oportunidades.