Comparando Moto G x Zenfone 5 x Redmi 2: quem ganha?

Agora é oficial: a Xiaomi está no Brasil, e vai tentar roubar o que a Motorola batalhou para conquistar com o Moto G. O Redmi 2 vem disputar diretamente este espaço, mas ele não é o único no mercado a tentar ser o novo rei da popularidade no país. O Zenfone 5 também é um competidor digno.

Abaixo está uma tabela que compara as especificações dos três aparelhos. Em seguida faremos uma comparação um pouco mais aprofundada:

 

Processador e memória

Em poder bruto de processamento, o Moto G apanha dos outros dois, até por ser um aparelho do ano passado, usando configurações do ano retrasado (ele é basicamente igual ao Moto G de 2013).

A briga fica então entre o Redmi 2 e o Zenfone 5. E aí fica confuso, porque há duas versões do Zenfone, com dois processadores diferentes. No entanto, os testes benchmarks apontam geralmente uma vitória do Zenfone, exceto pelo AnTuTu, que dá uma vitória com folga para o Redmi.

O Zenfone 5 conta com mais memória RAM, o que deve pesar um pouco nos seus resultados favoráveis.

Software

Aqui é onde o Zenfone mais sofre. A ZenUI é problemática, confusa e infelizmente entupida de bloatware, sem os quais o aparelho poderia apresentar um desempenho muito melhor.

Já o Redmi 2 é o Android para quem gosta do iPhone. A MIUI é altamente modificada, mas é elegante, com bastante da identidade visual do iOS. Há alguns recursos extras e a vantagem de ser atualizada semanalmente pela Xiaomi, o que garante que o software não ficará defasado, pelo menos não em um futuro próximo.

Enquanto isso, o Moto G é o Android para quem gosta do Android. Ele aposta no Android mais próximo possível do que o Google pensa para o sistema operacional, o que também ajuda a melhorar o desempenho mesmo com uma desvantagem óbvia em hardware em relação aos rivais.

Um diferencial é que o Moto G roda o Android Lollipop, enquanto o Redmi 2 está parado no KitKat.

Tela

Todos são bem parecidos em relação à tecnologia de tela, ostentando uma resolução de 1280×720 mas a Xiaomi se destaca um pouco neste caso por ser 0,3 polegada menor que os concorrentes. Pode parecer pouco, mas isso significa bastante em densidade de pixels.

Enquanto o Moto G e o Zenfone tem 5 polegadas e, portanto, apresentam densidade de 294 pixels por polegada, o Redmi 2 conta com a mesma resolução em uma área menor, totalizando 312 pixels por polegada.

Design

Como sempre, esse quesito é muito subjetivo, então nos limitamos a apontar as diferenças entre os modelos:

O Zenfone 5 é bem grande para uma tela de apenas 5 polegadas, com bordas bem proeminentes ao redor do display, com o destaque para a parte inferior, com os círculos concêntricos que são marca registrada da Asus. Enquanto isso, o Moto G, com o mesmo tamanho de tela é significativamente menor, com poucas bordas. Ambos adotam uma traseira curvada que possibilita um encaixe mais natural à mão, com revestimento de plástico fosco.

O Redmi, no entanto, é consideravelmente diferente. Ele tem uma tela de tamanho similar à do iPhone 6, mas com bordas ligeiramente menores. O resultado é que o aparelho tem um tamanho reduzido em comparação com os concorrentes, e também é mais fino. A Xiaomi também usa um plástico na sua traseira plana, mas ele é reluzente, ao contrário dos demais.

Câmera

Não há milagres nas câmeras em aparelhos que prezam pelo custo-benefício. As três devem sofrer com condições desfavoráveis de fotografia, embora o modo noturno do Zenfone se destaque em relação aos demais.

Todos os modelos contam com sensor de 8 megapixels, e não devem apresentar grande diferença de qualidade nas imagens paradas.

Há, no entanto, uma diferença em relação aos vídeos. O Redmi 2 consegue gravar em 1080p a 30 quadros por segundo, o que também pode ser alcançado com o Zenfone 5. O Moto G, por sua vez, está limitado a 720p.

Conectividade

O Redmi 2 sai na frente com folga aqui por conseguir operar com dois chips 4G. O Zenfone está restrito ao 3G, enquanto o Moto G tem uma versão com acesso à rede móvel de quarta geração, mas apenas um dos chips pode fazer isso por vez.

Preço

O Zenfone se beneficia muito de promoções e cortes de preço temporários, oferecidos em diversos lojistas, mas o preço inicial mais favorável é o do Redmi 2, com R$ 550 (ou R$ 500 à vista). O valor sugerido pela Asus é de a partir de R$ 700, mas o preço está em constante mudança, com promoções que normalmente giram em torno dos R$ 550. Agora, para combater o avanço da Xiaomi, a Asus promete oferece o modelo mais básico a R$ 490.

O Moto G está muito atrás aqui, com o valor sugerido pela Motorola de a partir de R$ 800. Também é possível encontrar promoções mais vantajosas, mas nada como acontece com o Zenfone.

Resta saber como será o modelo de negócios da Xiaomi no Brasil. O preço inicial do Redmi 2 já é muito bom, mas na China ela costuma praticar promoções relâmpago que cortam significativamente o valor do produto. Se ela repetir essa estratégia por aqui, ela vencerá com folgas esse quesito. Senão, há um empate técnico.

Conclusão

O que fica evidente no comparativo é que o Moto G está defasado, e a Motorola precisa acertar bem o preço da terceira versão do aparelho, que deve sair em breve, para não ficar para trás.

Dito isso, a briga fica interessante entre Redmi 2 e Zenfone 5 Como é possível ver no comparativo acima, os dois são bem equiparados em vários quesitos. O modelo da Asus sai na frente com maior poder de processamento, mas fica atrás em qualidade de software. O Redmi conta com 4G, o que não existe no Zenfone.

Há empate técnico em vários quesitos, mas, no geral, a Xiaomi parece oferecer uma experiência melhor por um preço inicial menor.  Como dito acima, o preço mínimo do Redmi 2 é R$ 500, mas nada impede a empresa chinesa de fazer ofertas-relâmpago que reduzam ainda mais este valor. Já a Asus precisa fazer promoções para se aproximar ao preço da nova concorrente.

via Olhar Digital

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Posted by Wladimir

Nerd desde sempre. Começou a programar em Basic, em um CP 400 Color II lá por 1985. Fã de Star Wars, Star Trek e outras séries espaciais. Pai de 4 filhos - um era pra se chamar Linus, mas o nome encontrou muita resistência :( Aliás, software livre é outra paixão. Usuário Linux desde 1999. Presidente da Associação Software Livre Santa Catarina. Defensor do livre compartilhamento. É o compartilhamento que tem feito a humanidade avançar. As ideias são uma construção coletiva da humanidade :) Foi fundador do Partido Pirata do Brasil e membro de sua 1ª Executiva Nacional (2012-2014). Foi também assessor do gabinete do Ministro da Ciência e Tecnologia durante 2016, até a efetivação do golpe que destituiu Dilma Rousseff. Ah, também é editor aqui dessa bagaça, onde, aliás, você também pode colaborar. Só entrar em contato (42@nerdices.com.br) e enviar suas dicas, artigos, notícias etc. Afinal, a Força somos nós!

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